Se me levas ao céu, eu me importo
Se tragas-me no importuno momento
em que pensava em ti, eu me importo


Se me acusas de amor sincero e intenso, capaz de liquidar o sombrio vento da solidão, eu não me importo


Minha culpa é de ter sido envolvido pelas palavras da poesia
vulcão em fúria, explodindo a tortura que dói, mas lava a alma com a paixão


De fato, estar na condição de culpado pelos versos que a alma produz, leva-me a dizer:


-EU NÃO ME IMPORTO!

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