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Mostrando postagens de Agosto, 2016
Poeta é o ser solitário que vive rodeado de palavras.
Vive em seu mundo social.
Poeta é solitário e pode estar cercado de pessoas, mas ainda assim ser o poeta solitário.
Tem seu mundo particular, mas sempre perde a chave da porta e fica anos sem voltar.
Se perde em sua solidão, porém ama demais e de menos.
Ama o amor e toca o rancor, porque poeta é metalinguagem e sinestesia demais para ser entendido e classificado como mera multidão.
Um dia sonhei em ser cantor.
Um daqueles que encanta o sensível escutar.
Mas como ser cantor se não sabia nem falar?


Um dia quis ser poeta.
Um daqueles que encanta com o sussurrar.
Mas como ser poeta se nem sabia rimar?


Escolhi ser sonhador.
Agora, canto sem saber falar e minha vida é ser poeta.
Então, por que querer rimar?
É melhor que saibas logo que se os dias forem diferentes do que foram até agora, prefiro que não existam.
         Somente pela soma de toda a poesia, resultando no sentir mais real da paixão, mas pela real existência da poesia apaixonada que sai dos poros como o próprio suor.
         É melhor que saibas o tamanho de meu medo e a pouco acreditar que não estou sonhando.
         É melhor, prudente e fundamental que saibas o tamanho da felicidade que criaste em meu coração.
         Sou tão pequeno, mas perto de ti, a pequenez torna-se o mais reluzente nascer-do-sol; o mais poético pôr-do-sol; o mais libertador anoitecer.
         E, assim, a noite é uma grande testemunha, pois meu peito arde de alegria quando ela começa e termina ao seu lado.
         É, melhor que saibas que o mundo parece ter mais sentido e a vida está menos pesada. Mas, tudo bem!
         Que venham os pesos e os deslizes, pois existe o seu abraço e o seu olhar! Venha tudo, só não venha a sua ausência.
         É …
Se soubesse que tardaria em mais uma vez ver-te, este poeta que te enche de versos, teria valorizado o até logo na última vez que a vi.

Mas canto... e como canto, com o peito em chamas e os lábios ardendo para serem refrescados pelos seus.

Tardaria em ir embora, pois a canção de seu olhar fica mais bela ao anoitecer.

Mas sei que está ai, com o coração contrito e batendo na porta do meu.

O longe não é tão amargo quanto parece, mas afirmo-te: -Se soubesse que tardaria em mais uma vez ver-te, demoraria para partir, mas aceleraria o eu te amo!

E para não perder o hábito, o poeta te coloca nos versos. Não presa, mas livre para voar.

Esta é a canção. Canção da saudade e que maldade viver sem.

Se soubesse que tardaria em mais uma vez te ver...
Por entre os montes que te fazem provar todo o tempo o quanto és bela, caminho e fico de tocaia quando os raios do descontentamento me encaram.