Sempre olhando para trás, só para quando olhar para frente mostrar que não existe medo nos próximos passos. O passado já não assusta e virou realmente o passado.
Olho para os dois lados antes de atravessar a rua e para trás, só para ter certeza de que o passado passou. Na frente só o presente e o futuro, que não importa muito.
Levo no peito as batidas de antes, mas sem alguns pesos, pois ainda amo contar estrelas e colecionar conchas da praia. A praia ainda é o relento e o mistério que faz a vida parecer mais branda.
Guardei no bolso o antigo poema, mas ainda não o reli. Está ali apenas por estar. Não posso esquecer de tirá-lo e jogá-lo ao vento, mas se esquecer, talvez faça algum sentido.
Olho para trás e esqueço o pescoço virado. Sim, pois não tenho medo da cara feia do passado. SIGO EM FRENTE, porém não por ser o adequado, mas sim, porque quero seguir em frente.
É o que resta tentar. É o que resta dizer. É o que resta sentir.
É só o que resta.

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