Esperando o próximo inverno

O tempo avança e os grãos de areia já começaram a sair do lugar. O capitão recuou com sua tropa e os sabiás se esconderam.
O canto é tímido, há atração turística para poucos olhares e tudo é estranho. Ele se aproxima.
Alguém gritou, mas quase ninguém ouviu. Existe um abismo entre o real e o virtuoso. Existe tédio e também existe medo.
Como será? Minha pele está em liquidação para quem quiser se esquentar. Para mim ela não servirá. Falta algo no imediato querer. Falta.
Falta o sorriso e o canto. A estação de antes e a provocação. Faltam algumas palavras.
As pele é sã e em vão pensa em ser algo.
Vão faltar arestas e serestas. Os olhares estão perdidos por aí. O inverno chegará e eu preciso aceitar que perdi a batalha e a guerra.
Entre todas as estações está o que falta. Juntei-me aos poucos, pois os muitos riem.
Esperando pelo próximo inverno.

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