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Mostrando postagens de Julho, 2016
Do amor... I won't give up!
Mesmo sob profunda escuridão... I won't give up!
Pelo amor... I won't give up!
Para o amor crescer... I won't give up!
Porque existe o amor... I won't give up!
Eu só precisava falar! Será que fui ouvido?
E como o desespero do pardal frente ao caos da tempestade, assim é o coração do eu-lírico frente ao amor!
Quando estavas só em seu aconchego, onde um dia estive.
O que sentiu? Ardor da essência? O amor em demência?
O que sentiu?
Fechou os olhos, na busca por imaginar ou pensou que o amor morreu?
O calor tomou conta, então uma fresta na janela se abriu.
O vento entrou e bagunçou seus cabelos.
Pensou no frescor ou no amor que nunca mais em ti tocou?
As notas da canção continuam infalíveis, porém findáveis, pois sem a inspiração, não há canção!
Encontrei no dia o rastro da saudade... que desilusão.
Encontrei-o no dia, mas o perdi na noite.

Esperando o próximo inverno

O tempo avança e os grãos de areia já começaram a sair do lugar. O capitão recuou com sua tropa e os sabiás se esconderam.
O canto é tímido, há atração turística para poucos olhares e tudo é estranho. Ele se aproxima.
Alguém gritou, mas quase ninguém ouviu. Existe um abismo entre o real e o virtuoso. Existe tédio e também existe medo.
Como será? Minha pele está em liquidação para quem quiser se esquentar. Para mim ela não servirá. Falta algo no imediato querer. Falta.
Falta o sorriso e o canto. A estação de antes e a provocação. Faltam algumas palavras.
As pele é sã e em vão pensa em ser algo.
Vão faltar arestas e serestas. Os olhares estão perdidos por aí. O inverno chegará e eu preciso aceitar que perdi a batalha e a guerra.
Entre todas as estações está o que falta. Juntei-me aos poucos, pois os muitos riem.
Esperando pelo próximo inverno.
Sempre olhando para trás, só para quando olhar para frente mostrar que não existe medo nos próximos passos. O passado já não assusta e virou realmente o passado.
Olho para os dois lados antes de atravessar a rua e para trás, só para ter certeza de que o passado passou. Na frente só o presente e o futuro, que não importa muito.
Levo no peito as batidas de antes, mas sem alguns pesos, pois ainda amo contar estrelas e colecionar conchas da praia. A praia ainda é o relento e o mistério que faz a vida parecer mais branda.
Guardei no bolso o antigo poema, mas ainda não o reli. Está ali apenas por estar. Não posso esquecer de tirá-lo e jogá-lo ao vento, mas se esquecer, talvez faça algum sentido.
Olho para trás e esqueço o pescoço virado. Sim, pois não tenho medo da cara feia do passado. SIGO EM FRENTE, porém não por ser o adequado, mas sim, porque quero seguir em frente.
É o que resta tentar. É o que resta dizer. É o que resta sentir.
É só o que resta.
Em meu coração, existe uma promessa: ao amor sempre amar!
Mas é impossível não sentir medo. O medo, chegando ao pavor.
O medo que existe em muitos olhares; nos becos silenciosos e distantes das festas!