Em águas mansas me deleito, pronto, aberto e sedento pelo consolo do vento a pairar sobre ti.
Ao alento da graça de seu olhar, busco chegar e eternizar, pois o vasto silêncio de sua ausência tenta me ensurdecer.
O manso e lento gorjear de suas águas refrescam-me, porém isso a eles não serve de prazer.


Os temores querem o pavor. Querem que sumas, para a ausência tornar-se um peso para os ombros.
Querem que cantes em outros corações, pois de paz em paz virava eu a sombra do esquecimento pronta para sumir.


Nessas águas tão claras quanto a certeza da paixão que em devaneio me envolve, manso e humilde preciso banhar-me; preciso estar e fazer mais uma vez o tempo parar.

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