João-de barro foi o meu coração. Não restou pó para lembrar do que se foi.
A primavera trouxe a rosa quase eterna, a rosa com o perfume das outras estações.
O frio invadiu e o calor se decepcionou.
A mais louca e tênue contradição.
João- de- barro foi o coração. Escondeu o amor para si, deixando o mesmo amá-lo... da sua forma e com seu tempo.
O amor era puro como o barro do João.
Coração amando se tornou João- de- barro.
João- de- barro foi o coração, pois depois de tanto amar, trancou-se e matou o tal amor.

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