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Mostrando postagens de Agosto, 2015

Rugas

As rugas a marcavam...
marcas de risos, marcas da vida longa já vivida
Mas posso dizer, com fulgor nas palavras que, 
não eram as rugas, mas sim o olhar incendiário que me atiçava.

Por que falar de rugas, pulgas e putas, se o olhar via mais?
Calor, consumindo o fôlego, o mórbido e a própria vida.

Falamos de amor e de fulgor. Amor nas rugas, contido pelo tempo e guiado pela espera de jorrar em mim como cascata.
Era para ser um texto gigantesco. Tive a inspiração na Saraiva do Plaza Shopping, porém virou uma crônica tecnicamente curtinha. A ideia de escrever sobre alguém que observava livros e alguém que cheirava páginas foi imperdível. Até aqui a inspiração me guiou. Boa leitura!

      Para que começar com o tradicional “ Era uma vez”, visto como pobre pelos críticos conservadores e que se julgam tão perfeitos? Realmente começar com “Era uma vez” pode parecer clichê e inutilizável. O “Era uma vez” remete ao passado de um fato, e de fato, o passado as vezes tem de ser deixado de lado, para que haja presente e talvez futuro.       Quando o passado não é esquecido, o presente torna-se cinza, sem cores vivas, flores e amores. É preciso, mesmo que doa, virar a página e retirar o marcador, pois se não for assim, o passado vira presente e o futuro fica ausente.       A livraria é, sem dúvida, o maior encontro entre o passado, o presente e o futuro. Sim, o passado, porque ali, páginas retratam séculos,…
Livrai-me da ausência de seu olhar, pois prefiro a escuridão de meus olhos fechados do que a ausência, a maldita ausência já mencionada.

Traga-me... trague-me com o infinito ardor de sua respiração. Eleve-me, desconstrua-me e lance-me em pedaços ao lapso da imensidão construída.

Acabe com a ausência... somente isso!
Naquela tarde, o salgado do mar perdeu para o doce da sua boca.
Os lábios levaram-me ao topo de Eclesiastes 3, onde haveria tempo para todas as coisas.
A alma rasgou a página: - Quero seus lábios o tempo todo!