Vem chegando a manhã

O coração bate com o gosto amargo da solidão que assola sob a lua sem muito significado, sem a mesma razão de antes.
Antes fosse a noite passada, onde o fulgor indagou a paixão e fez o sol clarear antes de sua tão esperada hora.
Noite sem vida é somente escuridão. Não existem metáforas para as estrelas e o sorriso está ausente, carente e sem forma.
Em sua pele passeiam as lembranças, as cores e o esplendor, porém passeiam em terra seca, pois sem vida a pele está a esperar.
A vontade de ser novamente passou cavalgando  como um vulto, um colapso ainda tênue, indo para longe e deixando o rastro da saudade.
Porém em meio a todo esse transtorno um som foi propagado nas longas sinestesias que flutuavam por ali.
Alguém disse que ela estava quebrando as nuvens, rompendo angústias, solidões e chegando. A estrela maior que trouxe a vida: a manhã.
No dissipar das lágrimas, no crescer da esperança e do voltar a bater do coração que tanto amor sustenta, contudo precisa ser amado.

A velha manhã de olhos em chamas e sorriso intenso. A manhã de cabelos intermináveis, a metáfora, o fim de uma noite quase infindável.

A manhã!

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