Quero que esqueças, 
que cresças, 
que vejas, 
pareças com sua diferença.

Pois, de fato, não te reconheço mais.
Não sei mais onde andas, o que falas, 
como pensas.
Será o que realmente enxerga, ou será mais uma 
dessas ilusões que te movem?

Por onde andas, ainda deixas suas pegadas, 
ou elas também foram extintas assim como seus pés?
Pois, de fato não te reconheço mais.

Tuas cores viraram cinzas, e suas expressões viraram
sequidão. Olho-te, porém não mais te vejo. Escute-te, 
contudo não te vejo falar.

Na verdade, viraste apenas uma história e em algum sonho
deve estar pairando. Não te reconheço mais e o que era antes 
visto, virou pó, que o vento levou.

Não te reconheço mais, e nem quero reconhecer.

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