O som era insuportável, porém misterioso. Onde estava? De onde vinha tamanha ansiedade? De um lado ao outro, o céu incomodava-se. As corujas e os morcegos; até o corvo estava assustado.
Com o negro do voo tentava entender. Uma voz. Um pedido. Mas, de quem ou do quê?
Anunciaram que vinha do cemitério, de uma das frias tumbas. Abaixo do olhar da terra seca. Agora, ouvidos atentos. Olhos esbugalhados, quando por fim houve o entendimento:

- Tirem-me daqui... eu preciso dizer o quanto a amo!

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