Em uma tarde

No mais profundo do olhar miúdo e acastanhado, as raízes dos mistérios agarram meu instinto, tragando minha aura para baixo das suas vontades.

Nos finos fios pios dos cabelos que se prenderam em mãos curiosas, alucinam junto ao pôr do sol meu semblante aparentemente racional.

Nas curvas descontroladas desse corpo, que se faz heroico perante os males que rodeiam o mundo, perco minha direção, escorregando para seus lábios.

A carne vibra, o pulsar do coração faz o sangue ferver e o seu sorriso explodir o céu da minha boca.


Beijo-te com formosura, lutando contra o gélido respirar de sua voz. E quando o toque ultrapassa as medidas do controle, as respirações caminham juntas e o que resta é esperar o dia encerrar, após uma tarde formosa, para que também a lua veja o lapso imprevisível do destino inesperado mais uma vez falar.

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