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Mostrando postagens de Abril, 2014
Ah, vontade!

Adrenalina
alucina
desmistifica
ensina
elimina o não
azucrina
mortifica
problematiza
mera enzima do ser
ímpeto do querer, pelo simples prazer de fazer.

Ergo os olhos. O olhar que viu. Que sentiu a prosa no ar. Observando sem cautela, o narrar é simples. Sinto a história, a retórica, a escória suja tonteando a pureza. Vozes, gestos e dilemas. Ergo os olhos, nasço e morro. Pronto par contar, porém sem envolver-me. O lapso do desejo. O pileque ardente, a dose interminável. Faz calor e frio; choro e rio; mordo e assopro. Ergo os olhos... Vejo de longe ela vindo de branco. Pele sutil, andar perigoso. Mastigo as palavras e cuspo narração. Aquela que se observa. Sou a terceira pessoa. Cúmplice e vítima. Infeliz por ter que estar longe... Bem longe de estar perto. Com servidão me exponho. Pouca lucidez, mero parecer. Confuso não é contar, mas sim porque estar longe. Guardo o cheiro, as pegadas e as marcas, porque conto hoje depois de observar e contarei amanhã, depois que me lembrar.
Já vi estradas
jangadas
tragadas no peito
patadas
trovadas
negadas
montadas no pangaré
risadas
pisadas marcadas
listradas
pintadas
gingadas lançadas
de lá pra cá

Já vi espadas matarem fadas
polacas
tornando a  vida devastada

Já vi muito, mas agora só
vivo essa poesia recitada.
Agora que sabes... não te faças de sábia ou mostre aos outros suas ideias. Mate ou faça viver. Transforme em benção ou maldição. Apenas não esconda dos teus pensamentos os frutos de sua percepção.

As palavras viraram frases, e o momento passou a seu uma estrofe inteira. Se desmontar a ti, acharás mais de sua alma, mas se isso não fizer, ficarão amontoadas, unidas, serão fortes, assim como a nobreza de sua alma e o pulsar de seu coração.
INSPIRAS...

Com o olhar rumo ao horizonte
O falar que quebra o silêncio
O deitar linear na mata virgem
Com andar sutil, o piscar sem direção
e o sorrir angelical.

INSPIRAS...

E por toda a inspiração o verso do poeta é grato.

Em uma tarde

No mais profundo do olhar miúdo e acastanhado, as raízes dos mistérios agarram meu instinto, tragando minha aura para baixo das suas vontades.
Nos finos fios pios dos cabelos que se prenderam em mãos curiosas, alucinam junto ao pôr do sol meu semblante aparentemente racional.
Nas curvas descontroladas desse corpo, que se faz heroico perante os males que rodeiam o mundo, perco minha direção, escorregando para seus lábios.
A carne vibra, o pulsar do coração faz o sangue ferver e o seu sorriso explodir o céu da minha boca.

Beijo-te com formosura, lutando contra o gélido respirar de sua voz. E quando o toque ultrapassa as medidas do controle, as respirações caminham juntas e o que resta é esperar o dia encerrar, após uma tarde formosa, para que também a lua veja o lapso imprevisível do destino inesperado mais uma vez falar.
Porque em ti a vida é um corcel livre, que passa pelos campos virgens e alucina o coração dos senhores.
Então, diga: - Há beleza maior que o som do seu olhar rumo ao infinito? Quão grande é sua presença. Suas pegadas na areia, marcam com impetuosidade meu coração.
Não há limites. Não há medo. Não há castigo. Somente há vida.
O caminho de ida, o ponto de partida e a dúvida percebida. O mar em contemplação pela sua maior riqueza,
que o amor contido em uma cantiga.
Vivo sem ar
        sem cor
        sem cheiro
        sem mar
        sem lar
        sei lá.

Vivo sem mim
        sem Dó Ré Mi
        sem estar aqui

Vivo sem ti e morro cem vezes para renascer o primeiro Amor.