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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014
Eu preciso dizer. 

Meias palavras, talvez, mas preciso. 
O peito arde e o estômago se revira com toda essa ansiedade. 
Meu coração pulsa, inunda de vida toda a vida, para que exista um simples dizer.
Preciso dizer, e contar palavras, as mesmas ditas todos os dias está conflitante. 
Busco o brusco e forte momento de abrir a boca e deixar que o rio de águas bravias inunde os ouvidos em sequidão.

Eu preciso dizer. 

Dizer que não o que ser dito, porque o amor nem é sempre é resumido em palavras.
Dá-me de beber.
Meus versos estão sedentos de um manancial, e sozinhos já não conseguem acabar com a sequidão.

Ao sol me coloquei, para que os raios iluminassem toda a minha inspiração. Porém, sem ti, nada flui, e o sol somente traz a cruel sequidão.

De meu coração flui a sublime constelação de palavras, mas sem ti não existe um céu para colocá-las.

Dá-me de beber e abrigue-me em seus braços, porque sou peregrino sem forças, necessitando de reviver o que me move.
O problema do poeta é não ter problema, pois tudo que está vivo vira poesia, e tudo que está morto vira poesia.
Quanto mais o tempo passa, mais fico longe de ti. De teus olhos, beijos e lampejos de alegria.
Duvidas... Proponho vida.

Estranhas... Te dou amor.

Duvidas do amor... Dou-lhe paixão.

Pensas que é rápido, te dou o tempo.

Tens medo dos ponteiros. Não há como te agradar?

Dou-lhe meu coração!
Eu o via sempre presente nos contos de fada. Do era uma vez, até o felizes para sempre. Com ele, tudo fazia sentido. No sorriso da princesa, ao galopar maroto do corcel. Ele estava... 

Na declaração.
Na vontade de apenas ser.
No sim final.
No dormir e acordar.

      No bosque de belas árvores, cercadas de feras, pardais e chapeuzinhos. Lá estava ele mais uma vez na página virada.
      Quando o sol nascia, a tarde chegava e os lobos traziam a noite chorosa. Na brisa que refrescava e no orvalho que enfeitava as plantas. Lá estava ele em uma página escrita.
      Em verso e prosa; no verde e no rosa, brindando pelo que não vejo. O sobrenome era eterno e o nome: DESEJO!



Quando as palavras faltam, e os pensamentos viram apenas sujeira mental.
Falo o que falta no vazio da mente, e as palavras voltam transformar a mente.
Movo-me contra o mar. O mar de ondas. As ondas do mar que sempre me levam pra lá.
Na falta de esperança, o jeito ainda é esperar!
Dou-lhe os versos.
Com apreciação alguém pode saboreá-los.
E tu? Queres mais?
Os que te dei sobram em teus ouvidos,
ou simplesmente são esquecidos?

Trazem recordação no antiquário 
de loucas memórias que tens em ti.
Não existem níveis seguros para tais expressões.
Simplesmente, declamo com a força de um só homem.
Simplesmente eles rasgam o céu com a força de um só trovão.

Dei-lhe meus versos.
Em um dia simples de meditação.
Porém, em tua alma não pairam mais, pois
perdida em suas lembranças, 
acredito que tenhas esquecido 
de plantá-los em seu coração.