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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Eclipse de mim mesmo

Lá se ia mais um dia embora. E, aquela sensação de que algo estava faltando veio para atormentar o crânio ainda quente. As flores fizeram silêncio, os passarinhos tornaram-se folhas e a coruja tentou convencer de todos os jeitos que ela era a única atração da noite instaurada.       Lá se ia mais um dia embora. E, as nuvens aglomeradas escondiam algo. Algo estava bem guardado para um próximo momento. Algumas estrelas espiavam os terráqueos e depois sumiam. Impressões, raciocínios e incertezas habitavam em todos os olhares que contemplavam o céu. Um azul diferente, um céu observador.       Alguém deve ter pegado os ponteiros do tempo e os transformado em rosas para serem dadas a uma dama, porque o tal tempo parecia estar desligado, em um sono profundo. Algumas vozes altivas passavam gorjeando, outras cacarejavam ensurdecedoramente palpites e conversas sem sentido.  E eu? O que eu era? O que pensava? Será que estava mesmo ali?       Eu era sim, o dia incompleto que noite se fez, as estre…

Até...

Longe dos seus deleites, por meus aceites.
Preso ao medo que me toma, 
frente a toda a insegurança mantenedora da vida.

Correntes que se prendem aos meus ossos
 e em lágrimas me levam depois de duros açoites.
De teus lábios levei o melhor mel, 
porém a doçura se transformou em amargo. 

Nesse bairro, me tornei o casco, 
mas as águas não me afogam, pois imortal serei, 
até que este ser volte a florescer.
AMEI
MEI
EI
I..ACABOU?
Que o vento, o calor e o frio não afetem a minha mente. Não retirem de mim seu perfume, sua essência de mulher e seu sorriso de deusa tênue.       Que as palavras que em minha mente aprisionei não consigam liberdade e o toque suave e tentador não se torne mero devaneio.       Se  o nublado cruel fizer chuva desabar sobre mim e como cachoeira as lembranças de uma noite milagrosa se desfizerem como sujeira derrotada pelo esguicho de uma mangueira, vou ser mais uma vez eu mesmo, e como a primeira vez, irei dizer:

       - Oi, tudo bem?

Praça

De alma lavada.
A quentura dos lábios.
A ardência do olhar.

O corpo que ferve no 
toque macio e peculiar.
O beijo que surge do nada e 
não sabe aonde vai parar.

Não para... aumenta...suspira... 
se joga... alcança o prazer.
De noite, sem lua, 
estrelas com o sorriso tênue 
que me faz desfalecer.

Por ti, poesia

Um brinde para a poesia, 
que destrói a solidão e 
dá vida ao coração. 
Um brinde a tudo que o amor 
constrói e a tudo que o 
mundo tenta destruir.
Um brinde a paixão, 
ao gosto do prazer, 
ao toque e ao beijo. 
Um brinde pelas taças que se tocam, 
com juras de eternidade.

A negra face do silêncio 
mostra os dentes, 
sorrindo com malícia e
ostenta seu ar de pavor.
Tenebroso a arrepiante sangra 
a pele dos reféns credores e 
vítimas do desaparecimento 
das palavras.

Silêncio!

Proibido agir contra e falar com os olhos.
Cegos, surdos e mudos, perante a face 
cruel e sem pena do silêncio que mata 
um coração já sem vida!

Foi pensando....

Um dia um grande terremoto sacudiu a morte. Desse abalo, milhares de fragmentos, pedacinhos, pequenos fragmentos foram lançados para longe.
Fragmentos de vida!
      O que dizer, então?
Se alguém que se ama muito conseguir agrupar todos esses pedaços, terá conseguido entender a tão estranha vida.

Eu te amo

Minha vida és tu.
tu és minha vida.
Ontem estive morto, 
mas hoje és minha vida.

Um mergulho quase sem volta,
porém tu me resgatastes e
és minha vida.

 Como antes não dizia,
como antes não fazia.
Hoje és minha vida e eu 
te amo poesia.