O farol


      



      A luz que invade a privacidade da escuridão é notável. Ilumina o que o guia quer. Quando o facho de luz cruza os céus e avança nos resíduos do hemisfério não há cego que não o veja. O sorriso da lua dá vazão ao que o farol tem a dizer. Alguns , os amantes reclamam , mas outros até dão graças a tal ato. Hostil mesmo é não ter o farol. Tudo é vago sem ele ... tudo é máximo com ele.
Ali....bem ali...sentada na madeira escura e repleta de maresia do porto está ela. A dama do farol com os dedos cruzados e olhar sem direção. Triste por ver que só há vida na noite com o farol , ela almeja ter cautela em não desejar o fim da escuridão.
As vezes é até fácil não achar graça em tudo. É normal não acreditar em tudo que se ouve ,porém é impossível não achar graça ou acreditar no farol.Ele existe , mesmo que só a noite.
O farol...na cidade...no horizonte  , no vazio. Move-se em busca de ser visto . Ilumina  , cria e arrebenta os grilhões do breu. Farol , que brilha como cura nas janelas , nas portas e nas paredes de casas ou casebres de um povo.

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