O verbo

O verbo é de carne e osso. Respira , adormece com a lua e desperta com o sol. Se empolga com as ondas do mar e se perfuma com o aroma das sereias. Vem de algum lugar , sobrevivente do rancor e ganância de outros verbos. Dorme , se balançando em uma rede de linho sedoso. O verbo canta , se alegra e chora. Se arrepende e se orgulha , mas não de si , pois seu orgulho não é mais forte que sua serenidade. Não macula verbetes nem maltrata a esperança. Não é insano , mas arde em muitas respirações. Conjuga maestria em primeira pessoa e intensifica a arte de pensar dos que o querem em seus pensamentos. O verbo clama por existir sob o domínio do mal.
Quem és tu ,oh verbo? - Sou a rosa que brilha no escuro e a luz que acende o fulgor e a honra. Sou a força que faz viver ,  alegria que restaura o padecer. Sou aplauso que acorda a virtude , sou astro ,estrela...sou fértil...Sou Amor!

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