O mistério das livrarias

                Qual será o mistério das livrarias?
    
     Bem , eu me perguntava isso , quando estava em uma no centro da cidade. Ao entrar , já me senti diferente. Um entusiasmo tomou conta de mim e o cheiro de papel novo me arrastou por aqueles arredores.
     O chão combinava com o teto , e as paredes davam a impressão que o lugar não tinha fim. As estantes entupidas de livros abriam o apetite de qualquer um. Além disso , a melodia que vinha das caixas de som provocavam uma sensação de tranquilidade. Até os vendedores eram amigáveis e prontos a ajudarem em qualquer  circunstância.
     Um detalhe pôde se claramente observado. Em nenhuma parte da livraria havia algum relógio. Talvez , seja essa uma estratégia para causar a impressão de que lá o tempo não passa. Contudo , até esse fato me causou arrepios. Então , sentei em uma daquelas cadeiras posicionadas para os leitores curiosos darem uma espiadinha nas páginas. Estava cercado de outros leitores , totalmente concentrados em seus livros. Os movimentos eram suavizados e cheios de paz. Pessoas comuns , com gostos comuns.
     O segundo andar era ainda mais atrativo e visitado constantemente. Com literaturas variadas , ele recebia olhares e comentários inundáveis. Os degraus da escada brilhavam , pois o mármore estava muito bem polido. Cada degrau era marcado com o nome de algum autor. O último tinha o respeitado Jorge Amado. Minha mente trabalhava esses detalhes a todo o momento.
     Enfim , depois de muito tempo ali , apreciando obras e renovando meus pensamentos resolvi ir embora. Ao chegar no caixa , o atendimento logo me foi oferecido , e assim , eu pude ter a certeza que realmente aquele era um lugar diferenciado. Porém , somente uma pergunta até agora não que se calar: Por que entramos em uma livraria querendo comprar um livro , e saímos de lá querendo todos?

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