Naveguei em sua paixão

Naquela manhã estava no porto, observando o mar , o belo sol que começava a nascer e o vento soprando dos trópicos , refrescando minhas narinas. Meu espírito estava sendo tentado a entrar em meu barquinho de papel  , desamarrar meus medos e declarar: Seja o que Deus quiser! Era somente eu ali. Marinheiro de primeira viagem? Não diria isso , mas um desbravador de corações  , buscando encontrar as batidas certas , depois de quase sucumbir em um mar de lágrimas , sim.
Então depois de esperar o momento certo , me despi de toda a minha insegurança, eu me lancei amo mar  , deixando a brisa matutina me guiar até o fundo daquela imensidão poética de águas azuis. Águas tranqüilas , suaves e apaixonantes. Uma criação pura e sensível aos olhos de quem sabe e quer enxergar. Estava me embriagando com aquele perfume que vinha de suas curvas , e balançavam meu pequeno barquinho. Pequeno , mas amplo em desejos e sentimentos. Em minha mente pairavam ideias harmoniosas  , porém fora dela , um sentimento de despreparo me atordoava incrivelmente. Não estava pronto para desbravar aquelas águas ainda , e nem sabia como agir ou....
Bem  , de qualquer forma , agora não haveria mais como voltar para a costa. Ao querer imensidão , assumi os riscos que poderiam me atingir. Em minutos , já tinha navegado ...navegado...navegado. Minha alma estava certa de que tudo isso tinha de acontecer. Afinal , aquele mar sempre existiu , mas enquanto brincava nas marolinhas , não me deparei com tamanha criação divina. Agora , me sentia parte dele , e não me preocupava com corsários ou falsos sentimentos , pois navegava com meu coração.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Beijo egípcio

Soneto da alegria