O passageiro

No apelo do galo para que
desperte , entro em seu ritmo,
fazendo –se assim o que todo dia
se repete.
Minhas virtudes começam então
deixando o que está fraco em
qualquer canto da estação.
Ali sou eu , com a alma ainda
adormecida e querendo assim
ficar.

Tento então cantar, mas a voz
ainda está no gravador do estúdio.
Assobiar? Meus lábios ainda rachados
preferem parados ficar.
Penso em todos os lugares que meu
reflexo passa e quantos olhares eu recebo.
O que pensar de um simples homem apoiado
no bagageiro?
Sou mesmo um ser normal , que repete o
que pensa em muitos lugares por onde passa.
A vida ainda não mostrou seu lado fácil.
Ainda espero em prosa e verso , em canção e
louvor , com grande maestria.

Para os que não me vêem como homem
invisível , me apresento como passageiro ,
homem sonhador que anda e se senta no
mundo da poesia.

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